Castel Gandolfo


Como gente irrequieta que somos, voltámos para as imediações de Roma, a 23 quilómetros, desta feita para descobrir Castel Gandolfo. Se tivéssemos que adjectivar esta pequenina cidade seria: Poética!

A construção de Castel Gandolfo surge na antiga e grandiosa Villa romana de Albanum Domitianim, com quase 14 quilómetros de área, datada do ano 96 e erguida sob as ordens do Imperador Domiciano.



Mal chegámos e vemos ruas estreitas e imaculadas, janelas decoradas com uma profusão de plantas multicores e lojas pitorescas. Aqui apetece estar.  O lugar é circundado pela beleza do Lago de Albano, que se vê ao fundo de cada rua.



Muitas são as palavras italianas que nos prendem a atenção. Esclarecendo, a pequena igreja da Madonna della Cona remonta ao século XVI. O culto à "Cona" (ícone) da Virgem Maria está ligado a uma antiga catacumba paleocristã aqui situada.

Castel Gandolfo é também o destino dos romanos nas estações quentes. Restaurantes acolhedores à beira do lago e um encantador centro histórico frente ao Il Palazzo Pontificio, casa de veraneio dos Papas

Actualmente, transformado num Museu, é possível o viajante visitar este local testemunho de muitas gerações de Papas. Quando lá estivemos apenas o pudemos admirar enquanto almoçávamos calmamente, numa esplanada, e apreciávamos toda a envolvente.

Mas para uma visita tão agradável, o conselho é evitar os meses de verão, onde a multidão de turistas se confunde com os muitos romanos em férias e as esplanadas deixam de ser um local tão aprazível.


O único contraste foi mesmo a estação de comboio. Um local ermo e solitário onde a vandalização e o lixo é chocante tornando-a um local pouco recomendado para quem viaja sozinho ou de noite.


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