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... de volta.....

Depois de um mês cheio de eventos, da visita do Papa a Portugal, de umas merecidas férias no Arquipélago da Madeira, que convido todos a visitar, estou de volta.....
.... e dentro de momentos vamos retomar o nosso diário de viagem.... em Roma!

Enviado Especial.... Vitor Henriques

Fátima


Muitos dos meus amigos já me perguntaram: “Mas afinal o que fostes ver a Fátima?”
O que vi em Fátima naquela manhã do dia 13 de Maio de 2010 foi algo que nunca mais esquecerei!

Com os meus olhos, vi muito mais do que uma enorme multidão de gente.

Vi pobres e ricos, num harmonioso e comovente abraço da Paz;

Vi doentes e sãos, com sentimento de gratidão a uma Mãe única;

Vi crianças, jovens, adultos e velhos, a cantar e louvar o Senhor, esse Pai misericordioso que a todos ama;

Vi pecadores e santos, a confiarem suas orações a um Deus que é Amor;

Vi gente de vários e longínquos países, com suas bandeiras coloridas, num aceno emocionante à Virgem;

Vi um Papa, Bento XVI, esse Pedro dos nossos tempos, feito peregrino entre os peregrinos, como “um filho que visita a sua mãe”.


Vi lá também um individuo, um individuo urbano e egoísta, que foi como turista, e saíu de lá com o coração de um peregrino, com o coração emocionado e convertido de um verdadeiro filho pródigo que sente que é acolhido e amado pelo Pai.


Esse individuo era eu.
by Vitor Henriques

Enviada Especial... Sandra Rego

Viagem pela fé

Portuguesa desde que nasci, Católica desde que me conheço, rebelde na adolescência cimentei a minha fé depois de duvidar com veemência de tudo o que a Igreja me transmitia.

Somos aquilo que nascemos, que desenvolvemos, que aprendemos, que apreendemos…

Somos aquilo que queremos ser, que lutamos para ser e que transmitimos aos outros…

Somos o produto, o somatório de tudo isto, por isso, ainda tenho muito da adolescente rebelde que duvidou de todos os dogmas da Igreja, da fé dos outros e da sua própria fé.

Ainda tenho muito dessa pessoa que critica acerrimamente muitos dos comportamentos e das atitudes dos crentes e das autoridades da Igreja.

Com este resquício de rebeldia, assisti à Missa no Terreiro do Paço, Missa celebrada por um Papa que considerava muito “fechado”, “antiquado”, “conservador”…
A viagem que fiz foi uma viagem pela fé do povo português e, muito especialmente, uma viagem pela minha própria fé.

Acordei, no dia 11, com a sensação de ter que me preparar para uma festa, nervosa e ansiosa. E foi assim que passei toda a manhã. Às 13h tinha pressa em chegar à baixa da cidade.

Senti o meu coração acelerar um pouco, a ansiedade a aumentar e o nervosismo a acalmar. Encontrei alguns amigos e caminhámos, lentamente, pelas ruas do Chiado.
As pessoas que íamos encontrando tinham no olhar o brilho da comoção, as vozes que se ouviam era trémulas mas alegres, havia um cheiro doce no ar.

Chegados ao Terreiro do Paço, não nos cabia o mundo nos olhos. Eram muitas pessoas, era um ambiente de festa, era uma sensação de magia no ar.

Andámos “frenéticos” de um lado para o outro, a ver onde poderíamos estar melhor, queríamos estar perto do altar, mas também queríamos ver tudo o que se passaria à nossa volta.


Nem sei explicar o que se sentia. A atmosfera era de festa, realmente de festa. Ao contrário do que eu esperava, não havia manifestações “beatas” de fé… Havia muitas e grandes manifestações de alegria… As pessoas sorriam umas às outras, cantavam, brincavam… e aguardavam pacientemente.


Com o aproximar da tarde, o recinto foi ficando cheio… Quando anunciaram a chegada do Movimento de Jovens “Eu Acredito”, filmaram a Rua da Prata e viam-se 10 mil jovens de camisolas azuis a caminhar para o Terreiro do Paço… Era uma imagem arrepiante. A emoção de ver tantos jovens caminhando firmemente, esvanecia as minhas dúvidas de participação e fazia com que os meus olhos transbordassem de lágrimas.


Este Papa que eu considerava que iria atrasar “ainda mais a Igreja” tinha congregado em Lisboa, tanta e tão diversa gente, que me dava a certeza de só poder estar ali naquele momento, não poderia ter estado noutro lado.


Às 17h15, o recinto fez o primeiro grande momento de silêncio… os ecrãs espalhados davam noticia de que Bento XVI já se dirigia para lá…


Primeiro fez-se silêncio, depois bateram-se palmas e ecoaram vivas…


O Papa vinha em nossa direcção, vinha ver-nos, vinha estar connosco, vinha abençoar-nos…


Foi uma multidão exuberante de alegria que recebeu o Papa no Terreiro do Paço, sem saber escolher de que forma se manifestar… Não sabíamos se devíamos bater palmas, agitar bandeiras, benzer-nos, gritar vivas ou cantar.


Toda a celebração foi de uma intensidade que tocava o meu coração e me enchia a cada minuto de alegria, emoção e paz…


As palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa, levavam ao Papa os sentimentos profundos de todos os presentes…


Os cânticos levavam ao Papa, de forma magistral, a fé de um povo de missionários e de crentes…


As palmas eram a forma efusiva com que escolhíamos acarinhar a presença de Bento XVI.


A homilia foi o cimentar de todas as certezas… Aquele eram o Guia Espiritual da Igreja, aquele não era um Papa, era o Papa.


Depois da homilia, uma voz pedia-nos um momento de reflexão e as 150 mil pessoas que ali se juntaram, fizeram um silêncio ensurdecedor…


Um silêncio que regenera, que congrega, que une…


Esse silêncio permitiu-me uma viagem até ao mais íntimo de mim própria, permitiu-me uma viagem pela minha memória, pela minha vida, pelos meus medos, pelos meus anseios, pelas minhas dúvidas, pelas minhas certezas… Pela minha fé!


O que experimentei no Terreiro do Paço foi a regeneração de mim própria e da minha fé…


O que assisti no Terreiro do Paço foi a uma manifestação de uma igreja renovada e regenerada…


Quem acolhi em Lisboa foi o homem que me une a todos os que acreditam…

A viagem que fiz foi a da minha própria alma, até mais perto do meu Deus.

By Sandra Rego

Enviada Especial... Paula S. Henrique

Paris



A nossa enviada especial fez uma reportagem fotográfica sobre a sua visão da Cidade Luz... e quis partilhar esses momentos connosco!



Todos te agradecemos.
Fotos By Paula S. Henriques

Enviada Especial... Alma de Viajante

Barcelona

Uma maneira de conhecer Barcelona é seguir a "rota" das obras de Gaudi.

Começar pelo ex-libris da cidade, a Sagrada Família. Uma catedral que nos esmaga pelo tamanho pelos pormenores mais pequenos, mas que já tem uma mistura de estilos tão grande (já tantos arquitectos aí trabalharam) que não consigo encará-la como uma obra "Gaudi".

Subir até ao Parque Güell, um parque urbano pensado para a aristocracia da época. É excepcional, com vistas sobre a cidade e muitos azulejos. Está povoado pelos animais fantásticos criados pelo Gaudi, com zonas a convidar ao descanso, à contemplação e outras ao namoro.

No entanto, na época, não teve muito sucesso... só o industrial Guell e o próprio Gaudi construiram lá uma casa.

Começando a descer a cidade, passamos pela Casa Vicens. É um dos exemplos mais antigos da sua arquitectura, com influências mouriscas que mais tarde se atenuaram e desapareceram.

No Passeig de Gracia encontramos mais duas obras de arte.


Um pouco acima temos a Casa Milà, mais conhecida como La Pedrera. Toda revestida a pedra, a sua imagem é um ícone de Barcelona, sem uma superfície recta visível. O acesso à cobertura é possível, onde se veêm mais alguns animais, produto da imaginação do Gaudi.

Mais abaixo... a Casa Batló. Quanto a mim a mais conseguida das casas do Gaudi, bela por dentro e por fora, onde tudo é único e excepcional. A entrada é cara... mas vale bem a pena.

São mais de 6 km. a andar por Barcelona, 6km de cansaço, de espanto e admiração.

Outras obras do Gaudi existem pela cidade. E muitos outros pontos de interesse. Mas isso tem de ficar para outros dias... um é pouco.

By Alma de Viajante