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Descobrir a ilha


Há quem fique pela praia e não visite a ilha. Fica preso a essa espécie de autoestrada de areia branca e pensa (erradamente) que num “bocadinho” tão pequeno pouco mais haverá para ver do que o que a vista alcança. Erro de amador.

Da ponta Este até à extremidade Oeste, passando pela Costa Norte, vão poucos minutos de distância, mas há miradouros escondidos, montanhas surpreendentes, mudanças de vegetação e até um mini zoo que surpreendem a cada passo.


Única escolha possível: calçar os sapatos mais confortáveis e partir ao encontro dos caminhos menos evidentes de Porto Santo. Caminhos não, veredas, que levam a locais quase secretos, que são impossíveis descobrir de outra forma.

Uma caminhada do Pico Branco à Terra Chã, pelo Pico da Ana Ferreira e Pico do Castelo entusiasmas-nos o suficiente para querermos alcançar o Pico do Facho, o ponto mais alto da ilha.

Ah… e Ponta da Calheta um lugar de eleição por ser aqui que termina o longo areal. O lugar onde a areia dá lugar às rochas, às falésias e a ilha se transforma numa montanha, aliás, em várias pequenas montanhas.

Numa descrição tão exaustiva, só não consigo colar aqui o principal: O cheiro a mar, o som da areia a ceder aos nossos passos, o cheiro da brisa entre a vegetação, o raio de sol que consegue fintar os nossos óculos de sol.

Afinal as melhores lembranças não ficam nas fotos, ficam nas nossas memórias.



Onde ficar... a minha sugestão

São nove quilómetros de areias douradas, um convite a explorações e longas caminhadas. 

Ao final de cada dia de aventura relaxar no SPA do Pestana Porto Santo, com piscina interior. Grande, mas não gigante. 


Situado dentro da praia, mas com vista para a montanha.


In door e out door... tudo ao mesmo tempo! 

Do Alentejo para a Macaronésia

Como alguém uma vez disse, se a Madeira é o jardim não oficial de Portugal, a ilha de Porto Santo é a praia oficial da Madeira. 


~
Um pequeno pedaço de terra com uma enorme língua de areia, onde desde pequenos os madeirenses se habituaram a mergulhar. 


Agora vai ser a minha vez!

Apenas um aparte.....

Interrompo a cronologia das nossas historias só mesmo para dar uma informação de ultima hora...

Hoje lá queimei os pezitos em Porto Santo!!!!!

Voo Picado

O Aeroporto Internacional da Madeira, também conhecido como Aeroporto do Funchal ou de Santa Catarina, é uma estrutura que tem sido modernizada nos últimos anos, principalmente com a ampliação da pista através da construção de um viaduto gigantesco sobre o mar. Hoje em dia, este encontra-se qualificado para receber aviões do tipo Boeing 747 assim como quase qualquer tipo de aviação civil, sendo a principal porta de entrada de turistas, assim como de serviços de correio postal, encomendas urgentes e alguns serviços essenciais.

Como cada um tem a sua opinião quer deixar aqui também a minha impressão. Quando o avião aterra, ao contrário do que dizem, não achei nada que ele mal toca na pista se agarre ao chão. Acho que aterramos e demos uma volta graciosa à pista e estacionámos em frente ao edifício principal.

Agora, no dia 22 para levantar voo direito ao continente, ai sim…

Foi cá um levantar a pique, digno de qualquer voo da Nasa.

Eta emoçãozinha forte!

Pelos ares

Inaugurado em Novembro de 2000, o teleférico parte do jardim do Almirante Reis, situado na zona velha da cidade e termina na Estação do Monte situada junto ao Jardim Tropical Monte Palace, no Caminho das Babosas.


O percurso inclinado, feito em cerca de 15 minutos, tem 3 718 m de comprimento e vence um desnível de 560 m. O tempo de viagem permite muita fotografia e muitas filmagens e um turista como eu fica com a impressão que consegue usufruir ao máximo.

Existem 39 cabines, de oito lugares sentados cada uma, que podem transportar 800 pessoas por hora, mas nós tivemos a sorte de conseguir uma só para nós.
A viagem como que rasga a Natureza sobre o vale da Ribeira de João Gomes, um local de beleza natural digna de destaque.


Agora aqui entre nós, é nos dito que todo o projecto obedece aos mais elevados parâmetros de qualidade e segurança, de acordo com as normas europeias e internacionais. Mas a verdade que sentimos que algumas passagens são um bocadito rasantes às casas.

Mas não deixem de ir. Não mete medo, em ultima analise apenas sentimos que partilhamos as varandas e terraços dos funchalenses.

Jardim dos Loiros

Inaugurado em 1960, situa-se a cerca de 3 km do centro do Funchal, na Quinta do Bom Sucesso, que pertencia à família Reid’s o Jardim Botânico da Madeira reúne condições que lhe permitem ter uma vegetação exuberante. Com uma área de 80.000 metros quadrados possui uma colecção de mais de 2 500 espécies de plantas.
Do anfiteatro que rodeia o Funchal, pude apreciar a vista das montanhas, a cidade e o azul do oceano Atlântico. Impressionante.
Apreciei imenso do Museu de História Natural e do Herbário, mas a atracção que vou sempre recordar com carinho é o Jardim dos Loiros onde percorrê-lo é como fazer um safari pelo mundo colorido dos papagaios, e onde os mais atrevidos se metem com os visitantes e até dão a pata!

Estão aqui reunidas algumas das aves mais exóticas e mais raras. Desde as catatuas e os loricos, das ilhas tropicais Asiáticas, aos periquitos australianos e os papagaios anões, entre muitos outros. Foi um prazer conhecer estas amáveis e bem disposta criaturas. Recordo-as sempre com um sorriso.

Garajau

Não vinha no roteiro turístico. Descobri este lugar através de um postal ilustrado, à venda numa papelaria do Funchal.
Ainda bem que insisti em lá ir, o Miradouro do Garajau, freguesia do Caniço, onde há oitenta e um anos se implantou o monumento ao Cristo Rei, é uma raridade no mundo.
A construção da estátua do Coração de Jesus, inaugurada a 30 de Outubro de 1927 deve-se ao cumprimento dum voto do Conselheiro Aires de Ornelas, filho do último morgado do Caniço, e de sua esposa, D. Maria de Jesus de Holatein de Ornelas "numa das crises maiores da vida" dos ilustres fidalgos.

Porque no dia da sua inauguração se celebrava a festa de Cristo Rei a imagem começou a ser conhecida por este nome.

História e estórias à parte, este miradouro oferece uma bela panorâmica sobre o Atlântico e a possibilidade de ver uma ruína, anteriormente, utilizada para a “vigilância” aos cetáceos…

Não percam!

Para beber

E já que falamos nas descobertas gastronómicas, quero partilhar também duas bebidas que me fazem sempre recordar o Verão na Madeira.

Brisa Maracujá
Refrigerante de sumo de maracujá roxo (Passiflora edulis) e água tratada ligeiramente carbonatada. Pelas suas propriedades, a polpa do fruto fica na parte de baixo da embalagem. É necessário agitar a garrafa para termos um aroma e sabor intensos a maracujá.

E é excelente para misturar com vodka e gin.

Existe com outros sabores, mas a Maracujá é a melhor… a que eu recomendo.




Coral
É uma cerveja madeirense pela Empresa de Cervejas da Madeira. Do tipo “lager”, é fabricada a partir de maltes e lúpulos de origem checa, fermentada e amadurecida a baixas temperaturas.


A preta é divinal… a acompanhar as lapas….

Os manjares

Foi com nesta viagem a primeira vez que comi lapas grelhadas, um manjar típico da Madeira. São, normalmente, consideradas uma entrada, mas eu confesso que fazia delas o prato principal. Era comer até fartar.
São confeccionadas numa grelha e servidas ainda quentes, com um tempero de manteiga com sal derretida, limão e pimenta.


Outra descoberta, bolo do caco! Um pão de trigo típico desta região. Pode ser comido quente, como entrada de uma refeição, barrado com manteiga de alho a derreter, ou mesmo como iguaria principal. É comum ser utilizado com os mais variados recheios, como por exemplo bifes (prego no bolo do caco), fiambre, peixe-espada, polvo, só para citar alguns exemplos. Uma delicia.

E as Espetada da Madeira? Pedaços de carne de vaca cortados, grosseiramente, temperados com louro, cebola e pimentos, assados na brasa e barrados com manteiga de alho. Normalmente, serve-se acompanhado de milho frito (pequenos pedaços de cubos de milho frito). Mas não deixem de experimentar com molho de maracujá!

Percebem agora porque é que eu engordo nas viagens?

Congresso de padeiros

A descida dos cestos, trata-se de uma antiga tradição local, criada a partir de uma solução dada por um diplomata inglês que, por causa da obesidade de sua esposa, desenvolveu uma espécie de trenó para descer a ribanceira que ligava a sua residência, uma belíssima construção, até o centro de Funchal.

Hoje, a prática incorporou-se ao folclore local e é largamente experimentado pelos inúmeros turistas que descem as ladeiras no carrinho de cestos.



A mim ninguém me convenceu a descer, porque não acredito que nunca nenhum tenha escorregado na descida e tenham caído!!! E eu ainda tenho muita viagem pela frente e de preferência inteira.

Mas o que mais me impressionou, foi a grande concentração de indivíduos que empurram os cestos, todos trajados de branco, no local da partida.

Dado o ainda reduzido número de turistas em Junho, todos procuravam, avidamente, possíveis clientes.

Olhei para aquela concentração de padeiros com curiosidade, longe de imaginar, que anos mais tarde havia de voltar a estar numa concentração de padeiros, mas esta de muito duvidoso gosto.

It’s a private jocke!

Esta foi para ti, Carlos!

Chove na Madeira

Quando acordei no terceiro dia de férias e chovia, quase torrencialmente. Não é que eu deixe essas coisas estragarem-me as férias, até porque estava uma temperatura muito agradável, mas lá tive q adequar a roupa.

Calça de ganga, t-shirt, ténis impermeáveis e corta-vento.

Como em tempo de lazer nunca usamos guarda-chuva, demos uma corridinha até ao edifício principal para tomar o pequeno-almoço, debaixo de um céu cinzento escuro e grossos pingos de água.

Foi um excelente e farto pequeno-almoço, num terraço coberto, com o cheiro a chuva na terra quente…

Apesar desta teimar em não abrandar, mal acabámos os bolinhos, rumámos em direcção ao Funchal.

Ainda faltava uns 5 km., para o centro da cidade, quando vi a aselhice que tinha feito.

Pois, chovia, mas era na serra. Estava o tempo ameno, mas era na serra.

No Funchal, um sol intenso brilhava no céu, sem uma nuvem, com a temperatura a passar os 24 graus…

Bem, se a chuva não estraga as férias o sol também não.

E depois, de uma rápida deslocação a um pronto-a-vestir para comprar roupa de veraneante, passei o resto do dia a passear o corta-vento e os ténis impermeáveis na mochila…

A partir dai, nem que a chuva caísse aos baldes, sempre de saia e sandália!!!

S. Pedro não me fazia mais nenhuma.

Casinhas de Santana

A Povoação de Santana, vila na costa norte da Ilha, é famosa pelas suas casas típicas com telhados de 2 abas com cobertura de colmo e estrutura toda em madeira conhecidas por palhaças. Estas casas são usadas como estábulos e até como habitação já há muitos séculos.

Estas características, devem-se ao facto de, antigamente, a pedra existente na região era pouco rija e por isso a opção pela madeira.

Quando visitei o local, um dos poucos habitantes, que ainda reside nestas casinhas que mais parecem de brincar, disse-nos que elas fazem frente a qualquer apartamento de luxo, pela sua comodidade, pois são quentes no Inverno e frescas no Verão, sem o recurso a qualquer tecnologia (ar condicionado ou aquecimento central).

E não é que eu fui de propósito a Santana para ver as casinhas? EU FUI!!!!!

Pior!!!! Tirei fotografias.

It’s a private jocke! This is for you, de Correia!!!!

Santo da Serra

Para a nossa estada na Madeira, optamos pelo Inatel Santo da Serra, implantado num dos pontos mais altos da Ilha.

O alojamento é uma espécie de resort em típicas casas brancas de Santana (o nosso quarto era o 303!!) integradas no cenário de vegetação madeirense, formado pelas características veredas e levadas.

A cidade do Funchal fica apenas a 20 km. Recordo-me de termos utilizado uma vez a carreira 77, via Camacha, e de passarmos por sítios como o Lombo da Quinta, ou a Levada do Pico.


Foi uma viagem da qual guardo a melhor das recordações, pois foi uma agradável surpresa.

Será mesmo um jardim?


Entre 15 e 22 de Junho de 2002, foi a vez de conhecer a Madeira... e da Ilha nos conhecer a nós. De tanto ouvir falar das águas, da corrente do Golfo e do Verão suave que resolvi experimentar.


A posição geográfica e orografia montanhosa, conferem à ilha uma amenidade climática com temperaturas médias muito suaves e uma humidade moderada. Segundo os locais as temperaturas oscilam entre os 23ºC no Verão e os 17ºC no Inverno.

A Madeira dista 500km da costa africana e 1 000km do continente europeu, ou seja a 1H30 minutos de voo a partir de Lisboa (este tempo de voo também foi importante para a minha decisão de férias, claro!).

Este arquipélago, descoberto pelos portugueses em 1418, com uma longitude compreendida entre 16° 16' 30'' W e 17° 16' 38'' W, localiza-se entre os paralelos de 32° 22' 20'' N e 33° 7' 50''.

Uma área de 741 Km2 (57 km de comprimento e 22 km de largura) para visitar e explorar, promessa essa que me leva a embarcar no aeroporto da Portela com expectativa.