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Enviada Especial... Ginka

TOLEDO

No caminho para Lisboa, a cidade de Toledo meteu-se pelo meio. Uma surpresa agradável e, ao mesmo tempo, algo desagradável.

Agradável porque se trata de um município bonito, cuja parte mais antiga e com maior peso histórico sobe pela montanha. A cada passo o passado mouro se revela.

Apesar de Toledo ser Património da Humanidade, a cidade dá mostras de um certo grau de negligência: o mato cresce, por exemplo, nalguns monumentos, as fachadas dos edifícios estão degradadas, encontrando-se muitos deles abandonados ou quase a cair.

Existem muitas lojas com artesanato local. Os preços não são muito altos. Comprei um pequeno azulejo para colocar na porta do frigorífico - um “souvenir” que cumpre a sua função diariamente - e uma pulseira com desenhos de influência árabe.

O Rio Tejo também passa por Toledo, mas mais selvagem e limpo comparativamente a Lisboa.

Almoçámos num restaurante que cedo se revelou ser uma má escolha. No entanto, na zona velha da cidade, quase todos os restaurantes e cafés tinham um mau aspecto.
À primeira vista, a explanada parecia uma boa escolha, mas enganámo-nos. Quase não comi, pois nem sequer tive coragem de colocar os cotovelos sobre a mesa de tão suja que estava.
Também nunca pensei encontrar um restaurante espanhol sem arte nenhuma para confeccionar uma “paella”.
By Ginka

Enviada Especial... Ginka

MADRID

Foram só dois dias os que reservei para conhecer Madrid.

De Lisboa a Madrid, com paragem na estação de serviço junto à central nuclear, já em Espanha.

Eu bem discordei de comer lá, mas a minoria não vence numa democracia. Por isso, lá foram pedidas tortilhas, pão e cerveja. Em cada garfada só pensava na possibilidade de as galinhas que tinham posto os ovos terem duas cabeças e outras aberrações do género.

Ao entrar no carro foi introduzida a morada do hotel no GPS. A Carolina, a nossa assistente de bordo, esteve então todo o percurso a despejar conselhos sobre o melhor trajecto a seguir: “Saia na saída” – o aparelho, de tão evoluído que era, dava abundantes mostras de saber o que era um pleonasmo.

Demorámos cerca de seis horas a chegar ao hotel, porque alguém não introduziu no dito cujo a morada correcta. Acabámos, por causa disso, à porta principal de uma discoteca africana nos arredores de Madrid. Bem discordávamos das indicações da Carolina, mas ela insistia que a saída era aquela. Mas a culpa até que não foi dela. Foi mais da sua “competente” programadora que trocou apenas uma letrinha – o “y”pelo “i” -, o suficiente para levarmos um bom tempo extra para darmos com a entrada certa para Madrid. Como não podia deixar de ser, também apanhámos umas belas filas de trânsito.



Conseguimos ficar mesmo no centro da cidade graças à localização do Hotel Hesperia Madrid. Mais exactamente na simpática unidade que é vizinha da embaixada portuguesa, na Calle López de Hoyos, n.º 4.


Chegámos tão tarde que fomos logo para a cama. O quarto tinha computador com ligação à Internet. No sábado, começámos o dia bem cedo. Depois de um belo pequeno-almoço, tipo “buffet”, era tempo para conhecer as redondezas.

Percorrendo as principais ruas da capital espanhola, deparámo-nos com muitas lojas onde estavam à venda artigos de algumas das grandes marcas de estilistas bem conhecidos à escala planetária. Ajudada pela minha carteira, e em muitos casos por meras razões estéticas, o meu espírito consumista estava em baixa. Devorando tudo com os olhos, limitei-me, nesta fase, a comprar uma bela agenda para oferta.


No meio de tanta roupa, encontrei uma loja de chocolates que vendia o respectivo produto em latas de sardinha. O chocolate também se apresentava na forma do peixe. Uma originalidade à qual a carteira nem esboçou resistência.
Como não podia deixar de ser, o almoço avançou sobre tapas. Maravilhosas tapas. Várias combinações, todas superlativas.

A tarde foi reservada para passear pelas ruas da parte mais antiga da cidade. Fui descobrindo pelo caminho espaços com banda desenhada, livros e música. Na Plaza de España, estava montada uma tenda que albergava uma pequena feira do livro. Madrid é realmente uma cidade cosmopolita, onde há sempre qualquer coisa a acontecer.


Gostaria de ter experimentado o metro da cidade, mas optámos por andar a pé. O que se revelou bastante gratificante, pois os passeios são amplos e nunca estão ocupados por carros estacionados de forma selvagem.


Para um peão como eu, surpreendeu-me a forma civilizada como fui tratada nas ruas da capital de Espanha. Nas passadeiras tinha realmente prioridade. Os automobilistas madrilenos param para os peões passar. Outro facto que me surpreendeu, até pela grandeza da cidade, foi não ter encontrado um único carro estacionado nos passeios, nem sequer em segunda fila. As ruas estavam limpas e os canteiros arranjados.



Para quem gosta de uma cidade cosmopolita e de andar à deriva a tomar o pulso à cidade, Madrid é realmente um belo destino. Cheio de opções, tanto na vertente mais clássica, com os museus à cabeça, como nas novas ofertas urbanas que se espraiam pelas ruas.




No domingo, dia de regresso à lusa capital, houve ainda tempo para dar um último e pequeno passeio pelo centro da cidade. As primeiras impressões continuaram a confirmar-se e a máquina fotográfica voltou a não ter descanso.


By Ginka

Enviada Especial... Patricia Gameiro

Madrid


A capital espanhola, é sem dúvida alguma uma cidade cosmopolita, com fantásticas atracções turísticas.



Quando sair do Aeroporto Internacional e Barajas, terá a possibilidade de ir directo ao centro da cidade em menos de meia hora. Os transportes públicos de Madrid são bastante económicos e levam-no a conhecer a cidade de uma ponta à outra.

O bom tempo que se sente durante quase todo o ano, convida a que se aprecie a cidade no seu todo. Por não ser excessivamente cara, também é um paraíso de compras e como tal sugiro que dê um salto à Gran Via.

O espírito festivo da cidade é contagiante. La movida madrilhena entra pela noite dentro e é impensável não apreciar o espírito festivo de “nuestros hermanos”.

Se estiver interessado em apreciar arte, sugiro que passe pelos famosos Museus de Thyssen-Bornemisza, Prado ou Doña Sofia onde poderá apreciar obras de grandes nomes da pintura europeia, como por exemplo El Greco, Velásquez, Goya, entre muitos outros.

Outro ponto de interesse na cidade de Madrid, é a Plazza Mayor. Tal como diz o nome é um largo muito grande, que em tempos serviu de local para festejos reais, touradas ou autos de fé da inquisição. Nos dias de hoje é apenas um local turístico, onde poderá saborear uns fabulosos Calamares, numa das inúmeras esplanadas que por lá encontra.
By Patricia Gameiro

Enviada Especial... Patricia Gameiro

Londres

Capital da Inglaterra e do Reino Unido, a sua importância remonta há quase dois milénios. É um dos maiores centros financeiros do planeta, e sua participação na política, cultura, entretenimento, moda e artes ratificaram seu status de cidade global.

Uma das metrópoles mais povoadas da Europa, a sua população é considerada umas das mais cosmopolitas, absorvendo outras culturas, a religiões e idiomas.

Talvez por esse motivo, Londres seja conhecida pela Capital da Europa.
É uma cidade onde tudo acontece, onde se vêem as mais peculiares situações, onde a história se cruza com o que de mais moderno que há em cada canto. É a cidade onde os museus são gratuitos e onde a moda impera.

Poderá também assistir a um variado leque de espectáculos para todos os gostos: musicais, ópera, música clássica, concertos das mais conhecidas bandas de música pop e rock, e um sem fim peças de teatro.


Encontra em Londres uma ampla gama de mercados desde antiguidades a bric-à-brac, do punk ao gótico. Sugiro que passem pelo mercado de Notting Hill (ou Portobello Market) e pelo de Camden Town.

Quando passarem por Londres, aconselho que passem umas horas num tradicional Pub, apreciando as “Pints” (duas das nossas imperiais) com um belo fish and chips. E está claro, porque não saborear o famoso chá das 5h, acompanhado pelos deliciosos scones ou os tentadores cup cakes.

No centro de Londres pode visitar os pontos turísticos de maior interesse. Em Westminster tem o monumental edifício das Casas do Parlamento (com o Big Ben a dar horas e sempre pontual), a Abadia de Westminster, e em direcção ao West End, o famoso nº 10 de Downing Street, o House Guards Parade, Trafalgar Square com a estátua de Nelson a marcar presença de uma forma imponente e o National Galery com salas e salas de arte e mais arte.

Aconselho que seja acrescentado ao vosso plano de viagem pontos de visita obrigatórios, como a imponente Catedral de Saint Paul’s, no centro da City of London, a Tower Bridge ou a Tower of London onde estão guardadas as jóias da Rainha, e onde poderá desfrutar de uma tarde fantástica, guiada pelos guardas da Torre, que explicam de uma forma brilhante a história da cidade


Falar de Londres é um sem fim de linhas. Não basta uma semana para a visitar e apreciar. Não basta uma visita para explorar o que esta cidade tem para oferecer. Perceberá ao fim de uma semana que ainda há muito por explorar.



by Patricia Gameiro