Ostia Antica causou tão forte e inespeerada impressão que nos levou a ser mais ambiciosos. Pompeia.
A fama dos condutores napolitanos precede-os por isso, para esta viagem, apostamos
no comboio. Viagem de Roma a Nápoles em freccia rossa, qualquer coisa
como uma hora de duração.
Chegados à estação central de Nápoles, mudámos para o comboio circumvesuviano. O típico
comboio suburbano, barulhento e frequentado pelos locais. Mas cumpriu a sua
função e deixou-nos à hora prevista na estação de Pompei Scavi-Villa dei Mister.
A nossa espectativa era grande. Pompeia tinha sido uma cidade prospera e,
de acordo com algumas opiniões, grande parte dos habitantes desconheciam
que o Vesúvio era um vulcão, e o perigo que corriam, porque não havia uma
erupção há muitos séculos.
Corria o ano de 79 D. C. quando Pompeia foi foi surpreendida e enterrada com violência, de forma repentina, pela lava e cinzas do Vesúvio. Assim permaneceu, no esquecimento, debaixo de 18 metros de pedra pomes, durante vários séculos, até que foi redescoberta no século XVI, por um arquitecto em busca de cursos de água.
Quando lá chegámos não houve palavras, ultrapassou tudo o que podíamos ter imaginado, em dimensão e na integridade dos edifícios. A rapidez do fenómeno vulcânico levou a que a hoje cidade apresente um estado de conservação espantoso, com a maioria dos seus edifícios e elementos decorativos.
Num primeiro momento, achamos que vai se fácil perder-nos num labirinto de ruínas, alinhadas em ruas geometricamente desenhadas.
O mais lógico para nós, foi percorrer as
ruas de forma mais ou menos lógica, ou seja, seguindo o traçado geométrico da
cidade. Com base neste plano começámos pela Porta Marina com o objectivo de terminar
na Praça do Anfiteatro.
Mas, na ausência de um trajeto
pré-definido, é importante fazer uma pesquisa online, ou em guias turísticos, e
elaborar uma lista dos locais que não podemos mesmo deixar de visitar,
para evitar o desgosto de tomar conhecimento deles mais tarde e termos perdido
a oportunidade de ir ao local.
Como seria exaustivo elencar todos os locais relevantes, indico o link oficial para que possam também pesquisar:
A nossa lista é também importante pois dada
a dimensão do parque arqueológico, dificilmente conseguiria ver tudo numa única
visita. E quando falo em visita, não falo em passar pelos lugares. Falo em
parar, admirar, fotografar e enquadrar o que sabemos da história com o que
estamos a admirar no momento.
As ruínas são essencialmente de casas da antiga elite de Pompeia, mas também há casas de banho públicas e estabelecimentos comerciais de que se destacam as muitas tavernas, indiciando uma cidade próspera, mas também agitada naquela época.
E depois há o famoso Lupanar, um dos locais mais comentados de Pompéia, antigo prostíbulo, minúsculo com suas divisões e camas de pedra e por cima de cada quarto uma pintura ilustrativa com a especialidade de cada prostituta.
É um local para nos roubar um dia inteiro, mas o tempo aqui não conta.
Conselhos
importantes:
Não esquecer
calçado apropriado para vencer a calçada romana;
Levar a mochila
leve, ao fim de um dia, as coisas começam pesar;
Levar água e
algumas bolachas ou similares porque Pompeia é gigante e só há uma uma praça com
restauração, aliás aí é possível almoçar a preços regulares;
Ignorar pessoas particulares que estão, permanentemente, à porta de entrada a tentar vender uma visita guiada a troco do bilhete e de uma quantia negociável. É um logro pois muitos destes indivíduos nem sabem a história de Pompeia limitando-se a inventar historias no momento;
Se tiverem
oportunidade, façam como nós e visitem o local no Outono, com temperaturas
agradáveis, sem o sol escaldante típico do sul de Itália e sem multidões que
vos estraguem o fascínio da visita.
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